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GLOSTER CORONA E CONSORT

O MUNDO DO GLOSTER

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MELHOR GLOSTER BRANCO OU RELACIONADO GCP 2003
 

O CANÁRIO GLOSTER CORONA E CONSORT

 

INTRODUÇÃO

O Gloster é um canário pequeno (dimensão máxima “estandartizada “ 11,5 cm), robusto, gracioso, belo, vivo, alegre, prolífero, aconselhável, por tal facto, a criadores principiantes.

Para criar Glosters de boa qualidade é condição necessária obter bons canários coroados e consorts, conhecer as características e valor genético de cada ave e efectuar os acasalamentos certos de modo a optimizar-se a produção em função dos objectivos pretendidos – qualidade e, consequentemente, boas pontuações nas exposições.

Além da carga genética de cada canário (Genótipo) há necessidade de se conhecer o seu Fenótipo (Côr, plumagem, forma, tamanho, e demais características internas e externas).

Face à tendência para a miniaturização do canário Gloster, há que adquirir glosters pequenos, com boas cabeças/poupas, bom corpo e boa plumagem, pois são as características ideais e determinantes.

Todavia, há canários interessantes, não obstante o desvio ao “Standard “ ideal; isto é, um canário um pouco maior, com uma óptima cabeça / poupa / corpo, quando acasalado com uma ave mais pequena pode reproduzir canários excelentes. A miniaturização pode conseguir-se, também, através da consanguinidade, a fim de serem fixadas determinadas características.

É, pois, imprescindível ter no canaril óptimos reprodutores – coroados e consorts, a fim de se obterem bons canários, em futuros acasalamentos,   assim como é importante possuir boas instalações, além de óptimas condições de higiene e alimentação.

O presente trabalho visa levar ao conhecimento dos criadores informação elaborada e com um mínimo de cientificidade, de modo a poder contribuir na criação selectiva de canários “GLOSTERS “, tão próxima quanto possível do standard ideal.  

 “ STANDARD  “  DO GLOSTER CORONA E CONSORT

GLOSTER CORONA / CONSORT

PONTUAÇÕES

RÚBRICAS

PONTOS

ÓPTIMO

BOM

MÉDIO

MAU

1

POUPA OU CABEÇA

20

18

17

16

≤15 

2

CORPO

20

19-18

18-17

17-16

≤15 

3

PLUMAGEM

15

14-13

13

13-12

≤11 

4

TAMANHO

15

14-13

13

12

≤11 

5

POSIÇÃO

10

9

9-8

8

 ≤ 7  

6

CAUDA

5

5

5-4

5-4

 ≤4  

7

PATAS

5

5

5

5-4

 ≤4  

8

CONDIÇÃO GERAL

10

9

9

9-8

   ≤8   

TOTAL

100

93-90

89-86

85-80

≤75 

1-     POUPA (CORONA) OU CABEÇA (CONSORT)

POUPA Elegante, homogénea, redonda (circular), ampla e cheia (rica em penas), volumosa, simétrica a partir de um pequeno ponto central bem definido no alto do crânio, formada por penas largas caindo uniformemente até metade do bico e dos olhos e perfeitamente aderentes na zona da nuca (parte de trás da cabeça) com a qual se confundem.  

CABEÇA (CONSORT) A cabeça do consort deverá ser grande (larga), globalmente bem arredondada (fronte alta, crânio largo e abaulado), bochechuda, com olhos centrados e visíveis sob sobrancelhas evidentes (espessas e bem visíveis), sem “ cornichos ”, isto é, penas na nuca.  

BICO – Pequeno, curto e cónico, proporcional à dimensão da cabeça. Um bico curto acentua a rotundidade da cabeça.

Defeito: Bico comprido.  

DEFEITOS: CORONA:

      • Plana; Pequena; Centro  mal definido, não centrado.     
      • Cobrindo os olhos e bico (demasiado grande)
      • Não arredondada (em forma de escudo; elíptica ou oval).
      • Poupa aberta à frente ou levantada atrás.
      •  Cornichos – penas levantadas.                                      

DEFEITOS: CONSORT: Ausência de sobrancelhas e/ou excessivamente grandes; Cabeças pequenas ou estreitas; Cabeças com “ cornichos”; Cabeças planas.       

A COROA NOS GLOSTERS

Muitos são os problemas que os criadores de glosters encontram na procura da perfeição da coroa. A forma ideal é a redonda.

Contudo, chamamos a atenção para o menor cuidado de alguns criadores na selecção da coroa, porquanto privilegiam o comprimento das penas em detrimento da forma. As formas que, maioritariamente, se encontram são:

                   - A oval; elíptica e coroa em forma de escudo.

Devemos inferir, por conseguinte, que a forma depende essencialmente do tipo de cabeça do coroado e do consort. Acresce salientar que jamais devemos acasalar “ consort x consort “ ou “ coroado x coroado” pois, de tais acasalamentos, nada se obterá de bom.  

2 – CORPO

CORPO – O gloster ideal deve ser pequeno, curto, compacto, robusto, bem arredondado e sem proeminências, de forma elíptica.  

PESCOÇO -Curto, robusto e cheio, com demarcações da nuca e da garganta quase imperceptíveis.  

DORSO -Largo, cheio e robusto, ligeiramente convexo, conferindo rotundidade ao canário.  

PEITO – Largo (amplo), quer no sentido horizontal quer no vertical, graciosamente arredondado em linha curva pronunciada (sem proeminências) e uniforme desde a base do bico à raiz da cauda.  

ASAS -Curtas, bem unidas entre si e aderentes ao corpo sendo quase imperceptível o seu “ nascimento “, que se fundem harmoniosamente com o dorso, o pescoço e ombros.  

DEFEITOS:

      • Peito não arredondado; não convexo (côncavo)
      • Asas caídas ou cruzadas (defeito dificílimo de eliminar)
      • Espáduas estreitas; pescoço esguio e/ou comprido.  

3 – PLUMAGEM

Homogénea, abundante, brilhante, de cor natural, lisa e aderente (fina e compacta) conferindo um contorno perfeitamente nítido ao corpo. A plumagem é um dos parâmetros importantíssimos porque influencia determinantemente a característica estética do canário. A plumagem nevada dá sempre uma forma mais arredondada aos glosters e melhores poupas.

Há necessidade, também, de introduzir no canaril canários intensivos ou semi-intensivos a fim de melhorarmos plumagem e evitarmos quistos.

Deve-se portanto utilizar verdes de plumagem curta e intensiva, brilhante com cor de fundo amarelo, em detrimento da cor verde opaca (baça).

Se o fundo é branco e se utilizarmos azuis (ardósias) a plumagem deve ser brilhante.

É aconselhável efectuar-se acasalamentos com canelas e / ou ágatas a fim de ser melhorada, também, a plumagem.  

DEFEITOS:

  • Excesso de plumagem e quistos (susceptível de desclassificar o canário).
  • Opaca; falta de brilho; não aderente.
  • Arranjos artificiosos (aparadelas de tesoura; coloração; etc. ...), assim como a falta de remiges ou rectrizes ou com estas em fase de crescimento, conduzem à desclassificação do canário.  

4 – TAMANHO 

O canário gloster deve rondar os 11,5 cm, no máximo, pois a sua tendência é, cada vez mais, a miniaturização. Por isso, a selecção de canários gloster deve ter como principal objectivo a redução do seu comprimento – quanto mais pequeno melhor. As fêmeas têm a possibilidade de vencer os machos nas exposições porque apresentam um tamanho mais pequeno, potenciando a rotundidade e compacteza.  

DEFEITOS: Muito grandes e para além das características permitidas.  

5 – POSIÇÃO:

A posição deve ser semi-erguida (+/- 45 º), atenta e com movimentos vivos.  

DEFEITOS: Demasiado deitados ou levantados no poleiro; Muito agitado; Sonolentos e apáticos.  

6 – CAUDA

A cauda deve ser bem curta, compacta e em linha com o dorso, conferindo equilíbrio e harmonia. Uma cauda curta acentua a impressão de rotundidade e de compacteza do corpo.  

 7- PATAS

As patas devem ser curtas (médio comprimento...) sem deformidades físicas e ligeiramente flectidas. As coxas devem estar invisíveis.  

DEFEITOS:

  • Pernas muito compridas ou muito curtas.
  • A falta de dedos e unhas e/ou a sua rigidez, bem como a falta de equilíbrio no poleiro são motivo de desclassificação.

 8 – CONDIÇÃO GERAL

Boa adaptação à gaiola, saúde e higiene perfeitas.  

DEFEITOS:

  • Plumagem suja.
  • Precárias condições de saúde (Um canário doente e/ou que se refugie no fundo da gaiola conduz à impossibilidade da sua apreciação, logo susceptível de desclassificação).

 

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